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Lendas Urbanas – Brincadeira do Copo – Parte 3

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Lendas Urbanas – Brincadeira do Copo – Parte 3

Mensagem por DemoN em Seg Ago 17, 2015 2:31 pm



Parte 3 – Na Caverna

Bárbara andava não agüentou o cansaço e dormiu antes do amanhecer. Segundos depois começou a sonhar. Ela estava com a roupa do hospital e descalça. Estava caminhando em uma estrada de terra cercada de arvores dos dois lados. Era noite e a única luz presente vinha da lua nova no céu. Ela estava sozinha, andando sem rumo, até que avistou a silhueta de uma pessoa no horizonte. Ela correu em direção a pessoa e ao aproximar-se viu que se tratava de sua avó que havia falecido dois anos atrás.

“Vovó Emilia?” – disse ela com voz tremula.

Sem dizer nada sua avó abriu os braços. Barbara foi ao seu encontro e a abraçou. As duas se emocionaram e lágrimas escorreram por seus rostos.


“Venha, vamos andando. Eu vou te contar algo.” – disse a senhora levando Bárbara pelo braço. “Algumas pessoas vêm ao mundo com missões especiais e carregam dentro de si um poder muito forte, muitas falham e outras não. Mas todas sentem o chamado do dever no momento certo, ou quase todas. O poder que há em você despertou muito antes da hora, por uma boa causa, mas antes da hora. O mundo é assim, coisas inusitadas acontecem a todo momento. Eu estou aqui para te dizer que você tem que entender que você tem esse poder e que você deve acreditar em si para usá-lo. O que você fez dentro daquele quarto de hospital foi algo raro. Artur também tem um poder dentro dele, mas é diferente do seu. Mais para frente ele vai entender, mas nesse momento o demônio quer usá-lo para seu próprio interesse.”

Emilia segurou o rosto de sua neta com força e olhou-a nos olhos.

"Entenda isso querida. Só você, pode salvar seus amigos. Muitas vidas dependem disso. Por conta daquela “brincadeira” vocês criaram algo muito perigoso.”

“Como vó? Eu não sei como. Eu estou com medo, acho que não sou a pessoa certa. Alguém tem que me ajudar.”

“Você é inteligente, você vai encontrar uma maneira. E se você não for a pessoa certa, acho que estamos em sérios apuros.” - respondeu Emilia desaparecendo no ar.

Bárbara acordou com um pulo. Sua mãe estava a seu lado com o médico.

“Boas notícias filha. O doutor acabou de te dar alta.” – disse Sofia sorrindo para a filha.

Sem prestar muita atenção nos dois, Bárbara pegou seu celular e ligou para Artur, mas deu na caixa de mensagens. Em seguida ligou para o celular de Caio e José e também estavam desligados. Ligou para a casa de Artur, uma mulher atendeu.

“Oi dona Silvia. Aqui quem fala é a Bárbara. O Artur se encontra em casa?”

“Não, está na escola. Você está melhor?” – respondeu a mãe de Artur.

“Estou sim, obrigada. Me desculpe, eu estou meio perdida no tempo. Que dia é hoje?”

“Quinta-feira .”

“A senhora pode pedir para o Artur me ligar assim que ele chegar em casa?”

“Claro. Melhoras para você.” – respondeu a mulher, desligando logo em seguida.

Recebendo alta do hospital Bárbara e sua mãe foram direto para casa. Bárbara disse que iria descansar um pouco mais e foi para o seu quarto. Ela deitou na cama e começou a pensar em um jeito de acabar de vez com essa história. Seu computador que ficava de frente para sua cama estava ligado com o navegador de internet aberto em sua página inicial, o Google.

“Ah, a melhor invenção desde o ar condicionado!” – exclamou.

Sentando-se em frente ao computador ela começou sua busca por explicações e informações sobre o tabuleiro ouija. Entrando página por página, link após link e lendo um monte de matérias imprestáveis ela começou a ficar frustrada. Mais de quatro milhões de resultados, poderia levar meses para descobrir alguma informação valiosa. Mesmo assim ela poderia tentar alguma das dicas que tinha lido. Uma página dizia para jogar água benta no tabuleiro, outra dizia para queimar o tabuleiro e enterrar as cinzas e outra dizia que para ficar livre do espírito era só jogar o tabuleiro fora.

Nenhuma dessa dicas a convenceu e ela seguiu procurando. Ela acabou achando um site em espanhol que chamou sua atenção. Finalmente ter freqüentado o cursinho de espanhol forçada por sua mãe serviria para alguma coisa. Neste site ela leu uma história contando os eventos parecidos com o que havia ocorrido com ela e seus colegas. O fato havia ocorrido no México. Um grupo de rapazes foi acampar em um local onde houve um suicídio em massa. O local foi escolhido pelo espírito. Lá um dos rapazes foi possuído e com suas próprias mãos matou alguns de seus amigos. Um deles tropeçou em uma mochila e acidentalmente caiu em cima do copo utilizado para a brincadeira. O copo ficou em pedaços. Nesse momento o espírito perdeu o controle sobre o jovem.

O celular de Bárbara tocou. Na tela apareceu o nome de Artur e ela atendeu rapidamente.

“Bárbara, fiquei sabendo que você saiu do hospital. Eu, José e o Caio estamos entrando na cave agora e...” – falou Artur sendo interrompido por Bárbara.

“Escuta, sai daí agora. Venha para minha casa.” – disse Bárbara.

“Conexão...cave...ruim...vem...”

“A ligação ta cortando, sai da cave.” – gritou.

Sem obter resposta, ela saiu do quarto desesperada. Ela procurou sua mãe, mas não a encontrou. Decidiu ir até a cave de bicicleta, em dez ou quinze minutos estaria lá.

Enquanto isso ou demais entravam na cave. Eles foram instruídos a ir até no final da caverna onde a escuridão era total e ninguém os encontraria. Chegando ao local dito por Mestre eles colocaram o tabuleiro no chão. Apagaram as lanternas que usaram para chegar até lá e acenderam algumas velas. Os três se sentaram em volta do tabuleiro e colocaram suas mãos no objeto circular no centro.

“Mestre, você está entre nós?” – perguntou Artur.

O objeto começou a tremer e começou a mover-se e girar. Foi até o número 6, afastou-se um pouco e voltou ao número 6, afastou-se novamente e voltou ao número 6. O objeto voltou ao centro e ficou lá por alguns segundos. Novamente voltou a mover-se formando o número 666 continuamente. Os três rapazes se entreolhavam assustados. Eles sabiam o que aquele número representava.

As velas se apagaram. Nada podia ser visto. Algum deles retirou a mão do objeto do tabuleiro.

“Quem tirou a mão do copo?” – perguntou José.

“Não fui eu.” – respondeu Caio. “Artur foi você?” – completou.

“Sim, chegou a hora de começar a diversão.”

A voz veio da direção onde Artur estava sentado, mas os outros rapazes sabiam que aquela não era sua voz.

A vela próxima de onde Artur estava sentado acendeu-se. José e Caio olharam para Artur com terror. Seu rosto estava pálido e estava alongando-se. Artur sorriu, agora com dentes pretos e pontiagudos. Ele colocou o dedo indicador sobre seus lábios negros, dizendo aos demais para ficarem em silêncio. Seus dedos também tinham alongado e agora estavam o dobro do tamanho de um dedo normal. Suas unhas mais pareciam garras com uns cinco centímetros cada com a ponta como de um punhal.

Ele jogou sua cabeça para trás fazendo seu pescoço estalar. Olhando para Caio ele levantou-se fazendo um sinal para que o rapaz ficasse quieto.

“Eu não preciso mais de você.” – disse Artur.

“Artur, o que você está fazendo?” – Perguntou Caio.

“Artur? Não, seu amiguinho agora é só um expectador, seu mestre é quem está no comando. O mais excitante de tudo é que ele verá tudo acontecer, mas será impotente de ajudar vocês de qualquer maneira.” – disse mestre.

Agachando, Mestre pegou Caio pelo pescoço. O rapaz se esforçava para livrar-se de mestre, mas a força que ele tinha era imbatível. José pulou nas costas de Mestre gritando e unhando suas mãos.

“Solta ele seu desgraçado, volte para o inferno de onde veio.” – gritou José observando Caio ficar roxo.

“Eu vou sim, em breve, e você estará comigo.” – respondeu Mestre dando uma risada macabra.

Mestre jogou o Caio com força em uma pedra. Suas costas atingiram a quina da pedra, fazendo com que sua espinha quebrasse. José, ainda nas costas de mestre, escutou o som dos ossos quebrando e começou a chorar. Com uma facilidade de um humano pegando um filhote de cachorro, mestre segurou os braços de José e o tirou de suas costas. Agora era o pescoço de José que estava sendo pressionado. Ele começou a sufocar. Mestre apertava o corpo de José contra a parede úmida da caverna.

“Eu vou te ensinar a me respeitar. Vou te dar uma chance, da próxima vez que você se virar contra mim eu vou te matar de uma maneira muito desagradável, para você é claro. Mas aqui vai uma pequena lição.”

Mestre estendeu seu dedo mindinho da mão esquerda. A unha era tão grande como o dedo. Lentamente ele enfiou a unha dentro do olho direito de José que gritava implorando por misericórdia. Retirando a unha lá de dentro ele a levou até sua boca.

“Ahhh que saudades. Vocês humanos tem um gosto muito bom, não importa que parte.” – disse Mestre olhando para José.

José olhou para o demônio com desânimo. Tudo estava perdido. Mas alguma coisa atrás de mestre chamou sua atenção. Tentando enxergar na escuridão ele não sabia direito o que era. Percebendo o olhar de José mestre o soltou e olhou para trás. Bárbara estava lá de pé, em cima do tabuleiro e segurando o objeto usado como copo em sua mão direita.

“Eu vou acabar com essa merda agora.” – disse ela com ar triunfante.

“Você nem sabe como. Você é só uma criancinha mimada, cheia de dúvidas e querendo atenção.” – respondeu Mestre.

“Vamos testar sua teoria.” – disse Bárbara sorrindo.

Ela jogou o objeto para cima e quando ele caiu em sua mão novamente ela arremessou-o com toda sua força na parede mais próxima de onde estava. Mestre arregalou os olhos, gritou e saltou de forma desumana em direção ao objeto deixando-o escapar somente por alguns centímetros.

Atingindo a parede o objeto estilhaçou-se em pequenos pedaços. Uma luz forte emanou do lugar de impacto. Mestre se contorcia de dor e gritava desesperadamente.

“Um dia eu volto. Você ainda vai me pagar.”

Bárbara assistia aquilo com uma satisfação inexplicável. Aos poucos o corpo de Artur foi voltando ao normal, mas ele estava inconsciente. José estava chorando com a mão em cima do olho perfurado. Caio estava inconsciente.

3 meses depois

Artur abriu os olhos e notou que estava em um hospital. Seu corpo doía e seus membros não respondiam bem a seus comandos. A luz que vinha da janela o incomodava um pouco. Sua visão foi ajustando-se a claridade e ele pôde ver melhor. Bárbara estava sentada em um sofá. Ela estava diferente, muito diferente. Seus cabelos, antes pintados de vermelho agora estavam marrom escuro, a cor natural. Também estavam amarrados como um rabo de cavalo em vez de soltos e despenteados. Ela agora usava um short bege e uma camiseta branca ao invés das calças pretas surradas e blusas rasgadas. Ela já não usava o lápis preto ao redor dos olhos. Agora um óculos retangular cobria seus olhos. Ela estava lendo um livro, LENDO.

“Ei, o que você com a minha amiga?” – disse Artur.

Bárbara olhou para Artur, jogou o livro de lado e sorrindo foi até a cama. Ela colocou a cabeça no peito de do de Artur e o abraçou. Lágrimas escorreram de seu rosto molhando a camiseta do rapaz.

“Eu sabia que você iria melhorar, eu sabia.” – disse Bárbara chorando. “Você é muito dorminhoco.” – completou já mudando seu tom de voz e limpando as lágrimas em seu rosto.

“Há quanto tempo estou dormindo?”

“Três meses. Eu tenho vindo todos os dias para o hospital depois da escola. Caio e José também, eles devem aparecer a qualquer momento.” – respondeu ela.

“E o que aconteceu com você nesse tempo?”

“Resolvi mudar um pouco, aquele visual me deixava com a energia muito negativa.” – respondeu Bárbara.

Naquele momento Caio e José entram pela porta do quarto. Artur sentiu seu coração afundar e ele não pôde controlar o choro, apesar de seus amigos sorrirem quando o viram consciente. Caio estava em uma cadeira de rodas e José usava um tampão seu olho.

“Galera, me desculpa. Tudo isso foi minha culpa.” – disse Artur chorando francamente.

“Shhhh.” – disse Bárbara levantando uma mão. “Nós somos tão culpados quanto você. Também nós fizemos um pacto de nunca mais falar nesse assunto, mas também nunca esquecer.”

Com uma das mãos Artur segurou a mão de Bárbara, com a outra passou a mão por seu rosto. Ela o beijou e os quatro riram. Eles sentiam que suas vidas tinham mudado e um sentimento de esperança dizia que para melhor.

FIM


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